Dívidas de condomínio na Grande Vitória ultrapassam R$ 1milhão

4 de setembro de 2015

A reportagem do jornalista Rafael Monteiro de Barros veiculada ontem na rádio CBN também foi publicada na edição de hoje do jornal A Gazeta.

O crescimento da inadimplência nos condomínios requer mesmo destaque e atenção. Reveja os números e a participação do SIPCES.

Reportagem: Rafael Monteiro de Barros – Jornal A Gazeta

A Gazeta 04 de Setembro de 2015

Os condomínios da Grande Vitória registraram um aumento de 88% no número de cartas de cobranças enviadas a condôminos inadimplentes de janeiro a agosto deste ano. O município que registrou o maior aumento é Serra. As dívidas acumuladas pelos moradores em 2015 já chegou a R$ 1,370 milhão. No mesmo período do ano anterior, o montante foi de R$ 700 mil. Os dados são do Sindicato Patronal dos Condomínios do Espírito Santo (o Sipces).

As cartas de cobrança são medidas administrativas adotadas pelos condomínios e pelas administradoras para tentarem entrar em acordo com os condôminos inadimplentes. Após o envio da notificação, os devedores podem negociar suas dívidas. Caso não haja acordo, o condomínio pode entrar com uma ação de cobrança na justiça e o morador que está em débito pode até mesmo ter seu imóvel leiloado.

Entre janeiro e agosto de 2014 foram enviadas 314 cartas de cobranças. Já no mesmo período de 2015, o número saltou para 591 cartas, de acordo com o presidente do Sipces, Cyro Monteiro. Ele considera que a inadimplência também pode causar prejuízos para todos que vivem no mesmo conjunto habitacional. “Quando um condômino deixa de pagar a taxa em dia, isso afeta o curso financeiro do próprio condomínio”, concluiu Cyro Monteiro.

Segundo o professor e economista Mário Vasconcellos, a inadimplência é um problema que tem afetado vários setores econômicos. O economista também acredita que, no caso dos condôminos inadimplentes, o melhor caminho é a negociação. “O indicado é chegar junto à administradora do prédio, ao síndico e fazer um acordo para ir, gradativamente, pagando a dívida e, obviamente, não deixar mais atrasar o condomínio”, ensinou.

Apesar do aumento no número de inadimplentes, a quantidade de ações judiciais, após as cobranças, se manteve igual em 2014 e neste ano: em média, são menos de dez ações por mês.

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