Setembro amarelo: Anamatra defende ambiente de trabalho sadio

7 de setembro de 2018

No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Os dados mundiais indicam que ocorre uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. No total, chega-se a 1 milhão de suicídios no mundo. Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e também de crianças e adolescentes.

No esforço para mudar esses números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a data de 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Há quatro anos a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), promove a campanha nacional Setembro Amarelo.

A OMS reconhece o suicídio como uma prioridade de saúde pública. O primeiro relatório sobre suicídio no mundo da OMS “Prevenção do suicídio: um imperativo global”, publicado em 2014, tem como objetivo conscientizar sobre a importância do suicídio e das tentativas de suicídio para a saúde pública e fazer da prevenção uma alta prioridade na agenda global de saúde pública. O documento também incentiva e apoia os países a desenvolverem ou reforçarem estratégias de prevenção ao suicídio em uma abordagem de saúde pública multisetorial.

Trabalho como causa

Os suicídios cometidos no ambiente de trabalho ganharam os noticiários internacionais principalmente após o ano de 2008, quando foi detectado um crescimento no número de casos na França, em empresas como a France Telecom, a EDF, a Peugeot, a Renault e o Carrefour. O problema gerou reação imediata da população, do poder público e também medidas preventivas por parte das empresas.

No Brasil, não há um estudo que sintetize os dados do problema. Alguns pesquisadores têm dedicado tempo em estudos sobre o tema no setor bancário. Teriam sido 253 casos ocorridos entre 1993 e 2005. Em outros setores, os números não são conhecidos.

Para o presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano, é direito do trabalhador um ambiente de trabalho seguro e saudável.

“São cada vez mais recorrentes – ou ao menos mais frequentemente reconhecidos – os casos de suicídios derivados das condições de trabalho, pelas mais diversas razões, que podem variar desde um assédio moral simples até patologias mais crônicas, como a síndrome do estresse pós-traumático. Há uma imensa dificuldade, porém, de que esses nexos causais sejam reconhecidos, não apenas por dificuldades de ordem cientifica, mas também por resistências de natureza cultural. É preciso vencer essas barreiras e avançar no estudo, no conhecimento e no enfrentamento do suicídio laboral”, reforça o presidente Feliciano.

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