Vacilos que facilitam assaltos em condomínios

28 de dezembro de 2016

Reportagem de Tais de Hollanda e Rafael Moura, jornal A Tribuna

Porta da garagem ou da portaria aberta, falta de conscientização de moradores e ausência de funcionários devidamente qualificados para a segurança. Esses são alguns dos vacilos que podem custar caro para condomínios e terminar em assalto nas residências e áreas comuns, avalia o comandante do 6º Batalhão (Serra) da Polícia Militar, tenente-coronel Welinton Ribeiro.

Para evitar que crimes aconteçam, o tenente-coronel aponta que a atenção deve ser redobrada principalmente no verão, quando há mais pessoas circulando nos condomínios, em função das férias escolares. E um dos alvos dos criminosos são os empreendimentos novos ou com baixa ocupação de moradores.

“O criminoso testa o preparo de funcionários e moradores, tentando entrar aleatoriamente no prédio. Se um condomínio é novo, por exemplo, geralmente a taxa de ocupação é baixa e os moradores têm dificuldades financeiras para contratar serviço de segurança, o que torna o prédio um alvo”.

Geralmente, a intenção dos criminosos é arrombar os imóveis, de acordo com o tenente-coronel. “Eles não querem o enfrentamento, querem arrombar e levar os bens. O essencial é que haja diálogo e boa instrução tanto de quem trabalha no condomínio quanto dos condôminos”.

Para evitar crimes nesse período, hábitos precisam ser mudados, segundo o oficial da PM. “Tem criminosos que ainda conseguem entrar nos prédios dizendo ao porteiro que vai visitar alguém ou interfonando para o morador com a mesma história. Não pode. Por isso também defendo o uso de crachás tanto para visitantes quanto prestadores de serviço, pois exige cadastramento prévio”.

Outro ponto destacado pelo militar é relacionado ao portão da garagem, nos casos em que moradores quando saem do condomínio o deixam aberto. “É preciso conscientizar e disciplinar o morador. Um pequeno problema, como esse, pode interferir no aumento da criminalidade”, frisou.

DENÚNCIAS

O comandante destacou que as vítimas não devem reagir a assaltos e que devem acionar a polícia imediatamente pelo telefone 190, para que as forças de segurança pública tomem providências.

CADASTRO DE NOME E CPF

O tenente-coronel Welinton Luiz Ribeiro, comandante do 6º Batalhão (Serra) da Polícia Militar, defende que seja feita uma lista que inclua nomes e CPF de pessoas que forem alugar unidades por temporadas nos condomínios.

“No contrato de locação tem de ser checado antecedentes criminais dos locatários, pois você pode estar alugando o imóvel para um criminoso. E depois entregar no prédio a lista das pessoas que ficarão no imóvel, para que funcionários e síndico estejam cientes”, afirmou o oficial da PM.

O vice-presidente do Sindicato Patronal dos Condomínios, Gedaias Freire da Costa, explicou que as pessoas que alugam por temporada podem receber visitas. “Mas essas visitas vão ser submetidas às mesmas normas de segurança”.

Costa explicou que, no geral, quando há casos de arrombamentos e furtos nos prédios, o condomínio não responde por objetos roubados no apartamento ou nas áreas comuns. “Só responde se houver falha grave na segurança ou participação de funcionários”.

O advogado especializado em Direito Imobiliário Diovano Rosetti acrescentou que o condomínio não exerce serviço de vigilância sobre os bens. “No shopping, você paga para estacionar o veículo, por isso, ele tem obrigação de assegurá-lo. No condomínio não se pode exigir isso. Só se na garagem do prédio, por exemplo, houver serviço de vigilância”.

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