Condomínios defendem redução de taxa mínima

27 de setembro de 2016

Reportagem de Priscilla Thompson, Jornal Metro

Diante da necessidade de redução de consumo de água por parte da população, uma medida defendida pelos condomínios é a redução do consumo mínimo por residência, estabelecido em 10 metros cúbicos de água por mês.

Segundo o presidente do Sindicato Patronal de Condomínios do Estado, Cyro Bach Monteiro, é preciso estimular a população e aplicar tarifas justas neste momento.

“É um contrassenso pedir uma redução de consumo se o valor não muda. Muita gente consome menos que o mínimo, mas tem de pagar a mesma taxa. O incentivo econômico é muito válido numa situação como essa”, diz.

Ele lembra que, em São Paulo, durante o auge da crise, em 2014, o consumidor ganhava bônus pela economia feita, assim como também multas quando havia aumento de uso da água.

Nos condomínios da Grande Vitória, segundo ele, a redução de consumo está sendo colocada em prática, independentemente da falta de incentivos econômicos. “A maioria dos moradores consumia acima do mínimo, gastava sem controle, mas agora a situação é outra, o comportamento mudou”, diz.

Em nota, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos, responsável por regular os serviços da Cesan, disse que a cobrança do consumo mínimo é prevista em lei federal e garante a viabilidade econômico-financeira para a prestação dos serviços.

A agência não descarta mudanças na tarifa, mas não estuda a medida no momento.

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