Paisagismo

2 de agosto de 2016

Os jardins nos condomínios deixaram de ser vistos apenas como uma forma de boa apresentação para os moradores, empregados e visitantes. Virou também questão de economia e preservação. A crise hídrica e a turbulência econômica atingiram em cheio esse espaço dos condomínios.

Nada que um bom planejamento e até mesmo medidas extremas não resolvam. No Condomínio Residencial Barro Vermelho, em Vitória, nem a crise hídrica nem a conta de água mudaram a rotina do condomínio. E olha que não estamos falando apenas de um simples jardim, e sim de uma área onde tem de quase tudo, com pés de banana, manga, acerola e abacate, entre muitas outras espécies de plantas.

Isso é possível porque o condomínio possui um sistema de reaproveitamento de água da chuva e das máquinas de lavar. Assim, fica mais fácil e econômico lavar as áreas comuns e cuidar do jardim, horta e pomar.

Mas há condomínios que mesmo com o sistema de reaproveitamento optou por readequar o jardim. No condomínio do edifício Vanguard, em Jardim da Penha, um jardim de pedras e poucas plantas ornamentam a fachada do prédio, recém reformado.

“É uma questão de economia, mas sobretudo de preservação. O prédio continua atrativo e bonito, e sem o gasto de água destinado ao jardim. Deixamos a água reaproveitada para lavar outras áreas do prédio”, explica Gilson Pinto Pessanha, síndico do prédio.

E paisagismo não está ligado apenas ao plantio de algumas espécies de plantas e que servem somente para decorar. Ele aproxima as pessoas da natureza e deixa o ambiente mais agradável. Além disso, uma pesquisa realizada em 2011, pela Husqvarna, empresa sueca de equipamentos de jardinagem, mostrou que a valorização média de um imóvel com áreas verdes bem cuidadas chegou a 16%.

Independente das possibilidades que o seu condomínio usufrui, o fato é que o paisagismo deve viabilizar o desenvolvimento das espécies com harmonia, mobilizando todos os sentidos do homem, com bem-estar e conforto, sem danos e problemas para o condomínio, síndico e condôminos.

Providenciar uma análise do solo e certificar sobre as características e necessidades de cada espécie são ações fundamentais para ter equilíbrio, beleza e economia. Cuidado redobrado com o tipo de raiz das espécies selecionadas, uma vez que algumas delas como as Brassaias, que com o tempo geram problemas tanto na manta de impermeabilização como no sistema de drenagem.

Lembrando ainda que cores e aroma podem atrair insetos indesejados. O ideal é buscar profissionais que montem um projeto que alie sutileza (sem poluição visual) economia e praticidade no cuidados com as espécies.

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