PONTO DE VISTA – Interesse pela função de síndico

15 de Abril de 2016

Administrador, Luiz Adriano Ribeiro Passos há muito tempo já pensava na possibilidade de ser síndico. Assumir a função foi possível quando o condomínio do edifício Costa do Mediterrâneo, na Praia da Costa, foi entregue, há quase quatro anos.

InfoSIPCES – PORQUE TODA ESSA VONTADE EM ATUAR COMO SÍNDICO?

Foi uma vontade e curiosidade que sempre tive. Considero uma função muito importante e prazerosa. Lidar com as pessoas, organizar o funcionamento de um condomínio. Com a entrega deste prédio fui incentivado, até mesmo pela construtora, a assumir essa função. E a construtora até hoje é uma grande incentivadora e parceira do nosso condomínio.

ESSA PARCERIA E PARTICIPAÇÃO TAMBÉM FUNCIONAM COM OS MORADORES?

Acredito que todo condomínio enfrenta uma baixa participação nas reuniões de assembleia. Já ouvi moradores falando que se a participação é baixa é porque estão satisfeitos com o andamento das ações desempenhadas. Mesmo assim sempre faço questão de chamar a todos para participarem. Dessas reuniões um morador pode propor uma ação que até então ninguém tinha pensado. Já o conselho é bem participativo e sempre realizamos uma reunião a cada dois meses.

JÁ SURGIU ALGUMA IDEIA DE UM MORADOR DURANTE AS REUNIÕES?

Sim. Por isso a importância de participação. Possuímos um gerador, que quando não há energia elétrica, ele entra em ação e mantem um dos elevadores funcionando. Um dos moradores sugeriu que nesses casos de falta de energia elétrica o gerador pudesse atuar também para manter, além desse elevador, o funcionamento dos portões das garagens e do portão de acesso da portaria principal. Certamente outros moradores já tiveram alguma ideia, mas que não chegam ao nosso conhecimento.

ESSA FALTA DE PARTICIPAÇÃO É O MAIS DIFÍCIL EM ADMINISTRAR?

Não, essa falta de participação só faz com que percamos boas ideias e a interação entre os moradores, que acredito ser o principal. O mais difícil, sem dúvida, é administrar o conflito pessoal. Problemas na garagem, área de lazer, barulhos fora de horário. Nunca será possível agradar a todos os moradores, e temos que tomar as decisões pensando no bem comum, no que foi defi­nido pela maioria dos condôminos. Por isso falei sobre maior interação entre os moradores.

O CONDOMÍNIO SENTIU OS EFEITOS DA CRISE?

Ficamos mais atentos em alguns pontos, principalmente na redução de custos como a troca de lâmpadas. Estamos levantando outras ações. O poço artesiano era uma delas, mas o prédio foi construído em cima de uma grande rocha, então essa possibilidade está descartada. Estamos estudando a implantação do sistema de armazenamento de água da chuva, para usarmos para lavar a garagem, área comum e utilizar no jardim. Teremos capacidade para, no mínimo, 5.000 litros. Estamos buscando sempre ações de economia, mas de forma a não perder qualidade. Nossos oito empregados são contratados diretos pelo próprio condomínio. O melhor de tudo isso é ver que podemos sempre realizar mais. O prazer em ver as coisas funcionando, as pessoas elogiando. É um conjunto de ações que fazemos para o bom andamento do condomínio.

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