Seu condomínio é seguro?

3 de dezembro de 2015

Reportagem de Waldir Moura e Leone Oliveira – jornal A Tribuna

A Tribuna 03 de Dezembro de 2015

Você se sente seguro ao chegar e sair do seu prédio ou condomínio? No fim de ano, com o período de férias e festas de Natal e Ano Novo, aumenta o fluxo de visitantes e prestadores de serviços nesses locais. O momento é de rever medidas de segurança e adotar novas tecnologias de prevenção, segundo especialistas.

Para responder ao questionamento, A Tribuna montou, com ajuda de síndicos e especialistas em segurança, teste com 10 perguntas, cujas respostas vão mostrar o nível de segurança do edifício.

Câmeras de videomonitoramento com acesso de imagens ao vivo pelo celular, auxílio de tags eletrônicos e até a biometria já estão sendo adotados para identificar pessoas que acessam o imóvel.

“Esse investimento é necessário para aumentar a segurança e diminuir os custos com funcionários. No meu prédio acessamos as câmeras da entrada pelo celular”, disse o especialista em segurança pública e privada Jorge Aragão.

O presidente do Sindicato Patronal dos Condomínios (Sipces), Cyro Bach Monteiro, observa que muitas regras de segurança não são respeitadas pelos próprios moradores. Para especialistas, esse é a maior causa de assaltos.

“É o famoso jeitinho brasileiro. Eles acabam burlando as regras de segurança para eles mesmos, mas isso prejudica a segurança coletiva e gera problemas”, afirma Bach.

O presidente do SIPCES é síndico do condomínio Vila dos Pássaros, em Morada de Laranjeiras, Serra, que tem aproximadamente 7 mil metros quadrados, com 130 casas, onde moram cerca de 300 pessoas.

Geralmente, no máximo dois porteiros em uma guarita controlam a área, que é extensa, e com grande fluxo diário de pessoas.

“Todos são instruídos a não se aproximar se houver alguém diferente próximo ao portão. Mas, infelizmente, o morador quer entrar imediatamente e acha ruim com o porteiro quando ele não abre”.

No condomínio Villagio Laranjeiras, em Valparaíso, na Serra, cada morador tem um tag eletrônico, com um imã, semelhante a um chaveiro. Somente ao passar o tag no receptor eletrônico, o morador tem a sua entrada autorizada.

Um porteiro controla a entrada e saída de pessoas. “Tem uns que esquecem o tag ou apenas não fazem uso. Se não tiver o tag fica do lado de fora mesmo, e aí temos que interfonar para o apartamento”, disse o porteiro Gustavo Batista.

Câmeras em HD e entrada controlada por senha

Para dar mais segurança aos moradores e melhorar o serviço de videomonitoramento do condomínio que administra, o síndico Sandro Nobre começou, em novembro, a instalação de 97 câmeras de alta definição (full HD).

Os equipamentos estão sendo instalados nas áreas de comum circulação de pessoas, como corredores e elevadores do condomínio, localizado na avenida Norte-Sul, em Jardim Limoeiro, Serra.

Uma central de videomonitoramento também será montada no local, que possui 220 apartamentos, distribuídos em quatro torres.

“Vamos ter um gasto médio de R$ 50 mil, por ano, com o video monitoramento”, revelou Sandro. Atualmente, os moradores possuem senhas individuais para entrar na portaria do imóvel.

Contudo, o uso de senha não foi suficiente para inibir a ação de uma criminosa. É que uma mulher aproveitou o descuido de um morador e invadiu o local. O caso foi mostrado com exclusividade por A Tribuna, em 4 de novembro.

A mulher ficou por três horas no local e tentou entrar em alguns apartamentos, antes de ir embora sem conseguir assaltar os imóveis.

Segundo Nobre, catracas e o sistema de biometria serão implementados no início de 2016 para evitar futuras invasões. “Essas medidas estavam previstas, mas a invasão dessa mulher acelerou o processo de reforço na segurança”.

Nas festas, os moradores precisam entregar na portaria a lista de convidados para que os visitantes sejam identificados com pulseiras.

O morador Sérgio de Souza, 51, ressalta que os moradores também devem ajudar na segurança, não permitindo a entrada de estranhos e mantendo as portas fechadas.

“Eu tinha o costume de deixar a porta do meu apartamento aberta e passei a me disciplinar, após a invasora ter acesso ao condomínio”.

Central interligada para monitorar cinco edifícios

No centro de Vitória, os radiocomunicadores passaram a ser aliados dos porteiros no combate ao crime. Além disso, em alguns prédios, os moradores conseguem monitorar as câmeras de segurança em tempo real pelo celular.

“Os prédios do quarteirão estão todos interligados, nos unimos porque a chamada é mais rápida. Temos o monitoramento da região em tempo real”, disse Vilmar de Oliveira, síndico do prédio Aldebaram.

Os porteiros trabalham em conjunto e diante de qualquer pessoa em atitude suspeita próxima aos prédios, eles trocam informações. “Tentaram invadir o prédio numa troca de turno, o suspeito entrou pela garagem e foi percebido pela ação de monitoramento. Quando ele percebeu, fugiu”.

Os prédios Darci Monteiro, Edifício Ames, Edifício Ricamar, Presidente Keneddy e o Edifício Aldebaram estão interligados.

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