Manutenção Elétrica. Economia sim, mas com segurança.

31 de agosto de 2015

Ainda na primeira quinzena de agosto o SIPCES organizou a palestra Instalações Elétricas – Manutenção e Eficiência Energética, ministrada pelo engenheiro Élio Berlinck.

Como aconteceu nas outras palestras e cursos organizados pelo sindicato, o auditório ficou novamente tomado por síndicos, administradores de condomínios e empregados de empresas administradoras, que vieram ouvir sobre informações importantes sobre os principais cuidados a serem tomados quando o assunto é manutenção e conservação do sistema elétrico.

“A regra é uma só: manutenção preventiva é sempre mais econômica e segura, além de ser mais rápida do que a manutenção corretiva. Isso vale não só para essa questão elétrica do condomínio. Ao menor sinal de que algo não vai muito bem é possível realizar um trabalho que contemplará toda a estrutura elétrica do prédio. Os devidos reparos e correções são importantes até mesmo para evitar que outros equipamentos e componentes do sistema venham a ser danificados. Isso gera uma economia para o condomínio. Mas o mais importante é sempre a questão da segurança que um bom sistema elétrico proporciona a todos os condôminos”, afirma o engenheiro Élio Berlinck.

Manutenção Elétrica  Palestrante Élio Berlinck, engenheiro

Manter as instalações funcionando perfeitamente também traz economia para os condôminos. Estudos indicam que uma estrutura adequada pode reduzir cerca de 5% do valor da conta de energia.

Mas cuidar das instalações elétricas do seu condomínio é muito mais do que apenas trocar lâmpadas e instalar equipamentos que vão fazer uma economia. É claro que isso também é importante, afinal a conta de energia elétrica é sempre uma das maiores dos condomínios, ao lado da conta de água e encargos com empregados. Mas qual a realidade enfrentada pelo seu condomínio? Em quais condições está a fiação do seu prédio?

Em qualquer cidade há prédios muito antigos. Agora acrescente a isso o aumento no número de aparelhos eletrônicos que todas as residências ou salas comerciais possuem e que não existia na época da construção de algumas dessas unidades prediais. Computador, impressora, aumento na quantidade de aparelhos de TV nas residências, ar condicionado, microondas, enfim, a utilização de energia que o sistema elétrico de um prédio deve atender nos dias de hoje é muito maior.

Assim, não é difícil perceber como muitos prédios estão com suas instalações elétricas ultrapassadas, colocando em risco o bolso e principalmente a segurança das pessoas, pois essa situação pode provocar a fuga de energia, quedas frequentes no fornecimento, incêndios e choques que podem vitimar uma pessoa devida à alta voltagem.

A parte elétrica costuma dar indícios de que algo está errado. Queda constante de energia, luzes que piscam com frequência, tomadas que esquentam são alguns desses avisos, e um olhar mais atento a essas condições pode fazer com que a reforma e reparação sejam menores se feitas logo que os problemas forem detectados.

Outra forma de saber se algo não vai bem na parte elétrica do seu condomínio é verificar se o consumo vem aumentando sem nenhum motivo aparente. Isso pode ser o início de um grave problema. Em prédios mais antigos, por exemplo, a sobrecarga pode fazer com que um fio ressecado e desgastado pelo tempo e uso cause a fuga de energia ou até mesmo um curto-circuito.

Prédios com mais de 20 anos estão com suas instalações elétricas no fim da vida. O SIPCES recomenda que os síndicos e administradoras de condomínios solicitem um estudo de carga a uma empresa especializada e com a devida inscrição no Conselho da categoria.

“É esse estudo de carga que vai dar a dimensão exata do problema que a edificação pode estar enfrentando ou venha a enfrentar. E é válido para prédios novos e antigos. Se após a reparação e execução do trabalho ainda assim ocorrer um acidente por falha na instalação elétrica, o engenheiro que fez o projeto e assinou a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) será responsabilizado. Agora, se o síndico chamou alguém não autorizado, a responsabilidade civil e criminal é dele, o síndico”, orienta Cyro Bach Monteiro, presidente do SIPCES.

Uma carga excessiva pode provocar aquecimento dos fios, o que prejudica a resistência de isolação e a condução da energia elétrica, causando perda de energia e, o mais grave, podendo provocar curtos-circuitos.

Economizando energia em condomínios

Infelizmente o descuido em relação ao consumo de energia ainda se faz presente. E sempre que falamos em economizar energia nos condomínios vem à cabeça a troca de lâmpadas e instalação de sensores por todas as partes comuns do prédio.

Isso se deve por ser esse o procedimento com melhor relação custo x benefício. O alto investimento para a introdução de sistemas mais econômicos em elevadores e bombas d’água, por exemplo, que também contribuem muito para o consumo, acaba assustando síndicos, administradores de condomínios e condôminos.

Alguns condomínios tem ido além de efetuar a troca das lâmpadas. Enquanto alguns têm optado por desligar a iluminação de algumas áreas, como o jardim, ou até mesmo antecipado o desligamento da iluminação térrea, outros preferiram acender as luzes de algumas áreas um pouco mais tarde e em menos pontos do condomínio.

A sauna, uma das campeãs no gasto de energia, tem sido utilizada de forma parcial e reduzida, sempre de acordo com o acordado em assembleia. E é sempre bom ficar de olho no correto funcionamento das bombas de piscina, que não devem funcionar por períodos mais longos do que o necessário.

Outra sugestão é que o síndico ou o zelador do prédio anotem todos os pontos de energia que podem ser melhorados. Confira outras dicas no quadro a seguir.

FIQUE ATENTO

ILUMINAÇÃO

* Utilize sempre que possível a iluminação natural suficiente abrindo janelas, cortinas e persianas em ambientes como o hall social, a sala de visitas, o salão de festas, o salão de jogos.
* Instrua os empregados a desligarem as lâmpadas de dependências desocupadas, exceto aquelas que contribuem para a segurança.
* Limpe regularmente paredes, janelas, pisos, e forros. Uma superfície limpa reflete melhor a luz, o que permite manter menos intensa a iluminação artificial.
* Limpe regularmente as luminárias, lâmpadas e demais aparelhos de iluminação. A sujeira acumulada reduz a iluminação.
* Ao desativar uma ou mais lâmpadas fluorescentes, não se esqueça de desligar também o reator, caso contrário, ele continuará consumindo energia elétrica, reduzindo-se a sua vida útil.
* Ao fazer reforma no prédio, evite pintar com cores escuras as paredes dos halls dos elevadores, escadas e corredores, pois elas exigirão lâmpadas mais fortes, com maior consumo de energia elétrica.

ELEVADORES

* Havendo dois elevadores no mesmo hall (um social e um de serviço), deve-se chamar apenas um. Verifique a possibilidade de fazê-los atender a grupos diferentes de andares (pares e ímpares).
* As crianças devem ser orientadas a não apertar todos os botões do painel e não fazer do elevador objeto de recreação.
* Não sobrecarregar o elevador, respeitando o número máximo de passageiros indicado na cabine. Além de ser transportado com segurança, você evitará danos ou queima do motor.
* Para subir um andar ou descer dois, procure utilizar as escadas. Um pouco de exercício é saudável e não faz mal a ninguém.
* Estude a possibilidade de instalar um sistema de acionamento mais eficiente para os elevadores. Consulte o fabricante.
* Estude a possibilidade de desligar diariamente, de maneira alternada, um dos elevadores, no horário de menor movimento e utilização (por exemplo, das 22h00 às 6h00 e nos domingos e feriados).

BOMBEAMENTO D’ÁGUA

* O desperdício de água, os vazamentos e a desregulagem do tempo de descarga das válvulas são responsáveis por uma parcela significativa do consumo de água, além de acarretarem maior consumo de energia elétrica para o conjunto motor bomba.
* Tudo isto resulta em maior despesa com as contas de água. Significa também maior gasto de energia nas estações de tratamento e bombeamento de água do serviço público.

LEIA A Versão PDF InfoSIPCES Julho – Agosto 2015

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