POMBO DOMÉSTICO. Pequenos que dão muito trabalho.

25 de junho de 2015

Símbolo da paz, engraçado, bonitinho e presença constante em imagens sagradas, a presença dos pombos divide opiniões e pode se tornar uma grande dor de cabeça em condomínios, causando problemas e trazendo prejuízos para a saúde e para o bolso.

Segundo os veterinários, as doenças mais conhecidas transmitidas por essas aves e que causam problemas graves à saúde são a histoplasmose (inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos), criptococose (contato com as fezes da ave), salmonelose (ingestão de alimentos contaminados), ornitose (inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos), dermatites e alergias.

Além do perigo da transmissão de doenças, a sujeira que se forma nos locais em que se abrigam provoca enormes danos às tubulações, oxidando estruturas metálicas e deixando a pintura manchada.

A facilidade de se abrigarem faz com que os pombos se multipliquem nos prédios e condomínios residenciais e mistos. Geralmente eles buscam abrigo nas partes mais altas, entre o telhado e a laje, mas as caixas destinadas ao ar condicionado também são seus redutos preferidos para formarem seus ninhos.

Mas exterminar esses animais configura crime ambiental (Lei Federal nº 9.605/98) e o indicado, inclusive pelo Ministério da Saúde, é que sejam realizadas medidas de controle.

Entre as formas de controle dos animais está o trabalho de afugentação, não deixando espaços ou buracos que facilitem a entrada e permanência desses animais, usando telas de proteção, por exemplo.

Alguns condomínios passaram a utilizar uma espécie de cola, que faz com que esses animais não se sintam confortáveis em pousar por ali e mudam de lugar. Mas o problema é que pássaros menores não conseguem se soltar dessa cola, ficando presos e morrendo no local, o que configura crime ambiental.

Por isso o melhor mesmo é dificultar a permanência desses animais no local, fechando os acessos e não alimentá-los.

Nos casos em que haja ninho no local, faça a retirada e limpeza, principalmente das fezes. Lembre-se de utilizar máscara, capacete e óculos de segurança que impedirão a aspiração desses detritos e que podem levar a contrair doenças.

E mantenha os condôminos informados da realização dessa ação e da importância da colaboração de todos, para que não deem alimentos aos pombos e tampouco deixem no forro sobras de materiais que facilitem a instalação do ninho.

COMO COMBATER

– Instalação de armação de hastes pontiagudas tipo “porco-espinho”;
– Instalação de fios de nylon ou arame ao longo da superfície, restringindo o acesso aos abrigos;
– Vedação das entradas com alvenaria ou madeira;
– Espanta-pombos feitos com objetos esvoaçantes, como tecidos.

CURIOSIDADES

– Pombos podem voar até 80 km/h;
– Há 250 espécies de pombos espalhadas pelo mundo. Três delas foram domesticadas;
– Até hoje, são usados para entrega de medicação e mensagens em regiões remotas;
– O pombo tem preferência por grãos e sementes, mas não são exigentes e comem pão, restos de refeição e lixo;
– No clima em que vivemos, ocorrem entre cinco e seis ninhadas por ano. O tempo de incubação dos ovos é de 17 a 19 dias:
– Nos centros urbanos, o tempo de vida dos pombos é de três a cinco anos; em condições silvestres eles podem viver até 15 anos;
– Os gaviões são seus maiores predadores naturais.

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