Gás de cozinha: fuja dos perigos.

28 de maio de 2015

Reportagem: Paula Gama – jornal A Gazeta

Nas últimas semanas, dois acidentes, um no Rio de Janeiro e outro no bairro Jardim Camburi, em Vitória, envolvendo gás de cozinha deixaram muita gente assustada. No entanto, o Corpo de Bombeiros explica que, se usado corretamente, o gás é seguro.

Nos novos condomínios com mais de 16 unidades, a norma é que haja fornecimento de gás encanado, considerado mais seguro. Apesar do menor risco de vazamentos, também é preciso ter cuidados.

O material apresenta dois perigos. Por ser mais pesado do que o ar, se o ambiente for tomado por ele, o oxigênio é expulso e a pessoa pode ser asfixiada. Além disso, como é inflamável, pode causar incêndio se houver faíscas.

O presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Empresas de Administração de Condomínio do Espírito Santo (Sipces), Cyro Bach, explica que testes de estanqueidade e manutenção são imprescindíveis. “A cada três anos, todo o sistema de gás do prédio deve ser avaliado e reparado, se necessário. Além disso, os acessórios têm validade de cinco anos e devem ser trocados”, afirma.

No caso das botijas, a tenente do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo Flávia Pavani afirma que a maior parte dos acidentes se dá pelo uso incorreto. “A botija é segura. Mas deve ser comprada em local autorizado e ter aprovação do Inmetro. Além disso, a mangueira de ligação e a válvula de segurança devem estar no prazo de validade”.

Juliana Mendes, gerente administrativa da M&M Gestão Condominial, aconselha que os moradores estejam sempre atentos ao consumo mensal de gás. Se houver alteração, é possível que esteja vazando, então, deve-se verificar o sistema.

VAZAMENTO

Caso ocorra um vazamento, é preciso ter cautela para evitar uma tragédia. O primeiro passo ao sentir cheiro de gás é desligar o registro. Depois, é preciso abrir todas as janelas e portas. Também é importante desligar ou desconectar tudo que for ligado a energia elétrica e não acender cigarros, isqueiros e outros. Se o cheiro não cessar, o morador deve entrar em contato com o síndico e com os Bombeiros. Em caso de chamas, é preciso desligar a chave geral de energia e acionar os Bombeiros.

A Gazeta 28 de Maio de 2015

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