Energia sustentável e econômica. É possível.

25 de junho de 2014

Quem está acostumado com as contas ou já procurou dar uma olhada na planilha financeira do condomínio não se surpreenderá ao constatar que a despesa com o consumo de energia está entre as maiores.

Agora pense na possibilidade de economizar e ainda contribuir com uma maior responsabilidade ambiental. Esse tem sido o cenário mais comum nos condomínios residenciais e comerciais no Espírito Santo, cada vez mais em busca de soluções sustentáveis e econômicas.

Essa mudança tem feito síndicos e administradoras de condomínios percorrerem as instalações dos prédios e anotarem tudo que pode ser melhorado, e começarem a buscar soluções. Muitas delas são bem simples.

O grande gargalo encontrasse em alguns equipamentos como iluminação, elevadores e bombeamento d’água. Independente do tamanho e das características do condomínio esses são os principais pontos a serem observados.

“A instalação de sistemas mais econômicos de elevadores e bombas d’água exigem investimentos altos. Mesmo que o condomínio possa fazer esse investimento, ele pode, ainda, começar esse trabalho mapeando uma melhor utilização e distribuição das luzes”, orienta Cyro Bach Monteiro, presidente do SIPCES.

E ele está certo. A racionalização do uso das luzes é a que oferece a melhor relação custo-benefício. De acordo com estudo feito pela Eletropaulo, que atende a Grande São Paulo, a economia nessa melhor utilização pode chegar a 30%.

Após as lâmpadas fluorescentes dominarem o uso das áreas comuns, o próximo passo deve ser a substituição dessas lâmpadas pelas lâmpadas de LED, mas que ainda são mais caras, e a relação custo-benefício não fica assim tão evidente, por enquanto.

As atitudes mais comuns tomadas pelos síndicos e pelas administradoras são a utilização de sensores de presença ou minuterias nas áreas comuns dos condomínios. Ao instalar esses equipamentos, observe se a via útil da lâmpada não será afetada devido aos frequentes “liga-desliga”.

Já nos elevadores fazer essa adaptação é um pouco mais onerosa. Em modelos mais modernos dificilmente o síndico encontrará problemas, mas modernizar um equipamento antigo requer um planejamento financeiro mais aprimorado.

Independente de qual for o seu caso, uma atitude que ajuda economicamente, e é muito funcional em condomínios empresariais, é programar o elevador para operar por proximidade, fazendo com que o equipamento que estiver no andar mais próximo do usuário seja acionado.

Nos condomínios residenciais vale desenvolver um trabalho mais educativo, como colocar uma placa informando para chamar apenas um elevador. Importante também redobrar a atenção em relação a fiação elétrica utilizada, uma vez que fios desencapados  aumentam o consumo de energia e são um perigo para a segurança do condomínio.

Outra sugestão é realizar uma revisão periódica no sistema elétrico, como tomadas, disjuntores e outros. Uma tomada, com mau contato, por exemplo, acarreta um consumo excessivo. Já o condomínio com subestação deve realizar, anualmente, a manutenção do equipamento.

Como se vê, muitas são as formas de iniciar um racionamento e contribuir para um condomínio mais sustentável. Basta fazer!

Leia o InfoSIPCES completo na VERSÃO PDF – InfoSIPCES Maio – Junho 2014

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